Conversas, artigos e palestras

Sempre gostei de conversar, ouvir histórias, compartilhar o que a vida me ensina. Nas aulas de Yoga, as pessoas me perguntavam se podiam gravar o que eu dizia antes de iniciarmos os exercícios de alongamentos, respiração, posturas e meditação. O jornalista Ricardo Borges passou a gravar essas conversas, transcrevê-las para revisarmos juntos e em seguida publicá-las na internet. Ele criou, em 2004, este site para divulgar esses textos, e esta página da web apresenta nosso trabalho em parceria com Yoga e meditação desde então.

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Minhas palestras seguem a tradição do The Yoga Institute, o mais antigo centro organizado de Yoga do mundo, fundado em 1918 pelo brâmane Shri Yogendra, como parte de um movimento de renascimento cultural da Índia. Cheguei lá no outono de 1983, por indicação do professor Paulo Sales Guerra, o qual, como eu, tinha sido aluno do Victor Binot, um ícone de Yoga no Brasil dos anos 60; ambos haviam passado algum tempo naquele "ashram" da família Yogendra.

Para minha sorte e surpresa, o diretor do Instituto, Dr. Jayadeva Yogendra, depois de ouvir minha história pessoal, que incluía o estudo de toda a obra escrita pelo pai dele, o fundador, e minha prática desde 1968, convidou-me para ficar lá, como aluno residente do curso de formação de instrutores. Era muito mais do que eu poderia querer: conviver com a família do fundador e com ele próprio; estudar com a orientação direta dessa família; atuar como aluno e instrutor naquele "ashram" histórico, que era a referência das minhas referências em Yoga.

Foi pouco mais de um mês de total imersão, com uma intensidade de estudo e dedicação que me proporcionou a sensação de plenitude. As práticas individuais de meditação chegavam com facilidade ao estágio de "samadhi", em algumas vezes, transformavam-se em "viagens astrais". Ao fim do ano, concluí, com o Dr. Jayadeva, que havia chegada a hora de voltar para o Brasil e para a minha vida normal.

Essa, no entanto, nunca mais pode ser inteiramente "normal" depois dessa experiência extraordinária, embora eu tenha cortado os longos cabelos e a barba, passado a vestir roupas ocidentais, voltado a trabalhar numa grande empresa de tecnologia de informação e comunicação e, depois de demorada busca, com muita sorte, ter casado com a mulher que me propicia ser o melhor de mim mesmo.

Observo, desde então, como dizia o Bernard Shaw, nobel de literatura, que andar na moda dá menos trabalho do que viver explicando por que se é ou se está diferente dos outros, neste mundo de vida social. Desse modo, incorporei Yoga e meditação à vida, de modo regular, em paralelo às minhas outras atividades. Amigos, amigas e colegas aceitam-me como sou e me estimulam a prosseguir aplicando esses conhecimentos e atitudes.

Thadeu Martins

venus

      

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